JAIME MARIZ DE FARIA JÚNIOR nasceu em Natal por uma necessidade
médica: minha mãe teve uma gravidez complicada e precisou parir em um centro
mais desenvolvido. Então ela se deslocou até Natal. Embora tenha nascido na
Maternidade Januário Cicco, ele se considero caicoense, já que foi ali que passei
a minha infância, minha primeira adolescência e de onde nunca me afastei.
é movido a desafios. E batalhas para travar não têm faltado. O último
combate do qual participou – com sucesso no final da refrega – foi a criação da
Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (FUNPRESP). A
voz poderosa, o timbre grave, as palavras bem articuladas, a postura confiável
e o gestual comedido fazem de Jaime um interlocutor especializado na arte de
esgrimir idéias.
Sua mãe MARIA JULIETA DANTAS DE FARIA, vem de duas
numerosas famílias seridoenses, Dantas e Medeiros. É prima legítima do
Monsenhor Walfredo Gurgel. Meu avô Joel Dantas - líder político do antigo PSD
de Caicó – era tio e padrinho político de Monsenhor Walfredo Gurgel. Já o meu
pai, Jaime Mariz de Faria, era sobrinho de Dinarte Mariz – irmão de sua mãe
Osmila - e também sobrinho de Juvenal Lamartine – irmão de seu pai Epitácio.
Nasceu, portanto, numa família política por todos os lados. Como o lado paterno
era dinartista e o materno aluizista (Aluízio Alves e Monsenhor Walfredo Gurgel
eram aliados), viveu um conflito político muito grande na minha infância e
adolescência. Monsenhor era referência maior em Caicó, juntamente com Manoel
Torres. A família se dividia entre essas duas lideranças.
Seu pai JAIME MARIZ
DE FARIA também não enveredou pela política, apesar de, quando jovem, ter
sido prefeito de sua cidade Serra Negra do Norte. Mas, depois de maduro seu
pai concluiu o curso de Direito, depois que eu, que sou o caçula, me formei.
Advogou até os últimos dias de sua vida. Antes, ele foi funcionário do Batalhão
em Caicó, se dedicou à agropecuária e foi bancário.
JAIME JÚNIOR aos 15 anos vim para Natal, estudar na Escola Técnica
Federal. Vim morar na casa da minha irmã, Sônia. Depois do curso técnico de
Eletrotécnica, cursei Engenharia, na UFRN. Morei durante muito tempo na casa de
Sônia e Geraldo Queiroz. Tenho por eles enorme carinho, considerando-os uma
mistura de irmãos, segundos pais, além de amigos e conselheiros.
Estudávamos mais de 10 horas por dia. Na volta para Natal,
comecei a dar aula na graduação de Engenharia Elétrica da UFRN, bem como na
antiga ETFRN, depois CEFET e hoje IFRN, a convite. Em 1983, o então reitor
Genibaldo Barros me convidou para ser pró-reitor estudantil da Universidade.
Aceitei. Essa foi minha primeira experiência como dirigente. Eu tinha 27 ou 28
anos.
A indicação do meu nome ao governador Geraldo Melo foi
feita por Wanderley Mariz, que tinha sido o candidato a senador pelo PMDB na
chapa dele, apesar de não ter sido eleito. Minha formação em Engenharia
Elétrica e professor da UFRN e ETFRN coincidiam com o perfil que o governador
eleito achava adequado para a COSERN. Além do mais as ligações do meu sogro e
de minha sogra com o PMDB ajudaram bastante. Passei três anos no cargo. Pedi
exoneração ao governador para fazer pós-graduação na área de energia na Bélgica.
Fui convidado pelo deputado Henrique Eduardo Alves para o
Ministério da Integração. Trabalhei na parte elétrica da transposição do Rio
São Francisco. Fiquei apenas seis meses, pois o governo do presidente Lula
terminara e o ministro daquela pasta mudou, provocando a substituição de toda
equipe de cargos comissionados. Quando estava praticamente voltando para Natal,
o senador Garibaldi Alves Filho me chamou para integrar sua equipe no
Ministério da Previdência Social, onde estou até agora enfrentando outro enorme
desafio.
Gosto muito de música popular brasileira: Vinicius, Toquinho,
Chico, Caetano, Gal... Gosto também dos que cantam a nossa cultura como Luiz
Gonzaga, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Flávio José. Esses são meus focos
preferidos na música brasileira. Gosto de tomar uma cerveja ou um bom vinho com
os amigos, nos finais de semana. Na verdade sou um colecionador de amizades.
Tenho amigos de diferentes vertentes em Natal. Também preservo as
amizades da minha infância e adolescência de Caicó. A vida me agraciou com essa
enorme coleção de amigos.
FONTE – ZONA SUL